Nos últimos tempos, com o avanço dos recursos tecnológicos na área da saúde, melhorias na alimentação, na distribuição de renda e investimentos em saneamento básico, foram proporcionadas conquistas de maior longevidade ao grupo da chamada “terceira idade”.
Estatísticas e estudos apontam que o envelhecimento é um fator mundial. Em seu artigo “Exercício físico na terceira idade”, Heloísa Silva Guerra nos mostra que esta faixa da sociedade ainda pode crescer 300% nos países em desenvolvimento. No Brasil, esta realidade não é diferente. Segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, um país é considerado “envelhecido” quando as pessoas com mais de 60 anos atingem 7% da população e o nosso país se enquadra nesta categoria, pois nossos idosos já ultrapassam 8,5 % do total da população.
Os integrantes da terceira idade no século XXI são pessoas ativas, dinâmicas e participativas. É imprescindível que essa longevidade seja seguida de qualidade de vida, respeito e dignidade.
A universidade pode e deve desempenhar um papel fundamental na integração desta faixa etária com a comunidade.
O aprendizado tem um papel importantíssimo na vida do homem, é um ferramenta essencial para que se possa superar os graves problemas que assolam a humanidade. Cabe lembrar que falo de um conhecimento em escolas segundo a definição de Paulo Freire: “uma instituição em que o espírito participativo cria um ambiente democrático e verdadeiramente significativo no processo de aprendizagem e sua interferência significativa na sociedade, possuindo um papel muito mais amplo do que só “passar” conteúdos.”
A própria Lei de Diretrizes e Bases 9394/96, em seu artigo 43, apresenta e define essa importante função da universidade através do ensino, da pesquisa e da extensão, na fundamentação e defesa firme de procedimentos sociais e de políticas públicas que incrementem a experiência da cidadania e lhe deem consistência e reconhecimento, se tornando, então, uma instituição produtora de conhecimento e transformadora da sociedade.
Desta forma, a produção do conhecimento deve estar atrelada a princípios éticos e morais e a universidade, como o maior responsável por essa produção, deve ser também irradiadora desses valores que verdadeiramente são transformadores e libertadores, capazes de criar cidadãos comprometidos em construir uma sociedade mais justa e solidária e com a participação de todos os segmentos, inclusive da terceira idade.
Partindo deste pressuposto, o programa da Maturidade da Faculdade Estácio de Sá de BH apresenta-se como um sucesso e um exemplo a ser seguido.
O programa, enquadrado na categoria de extensão como curso livre, oferece às pessoas acima de 50 anos a oportunidade de discutir assuntos nas áreas do conhecimento, saúde, lazer e atividade física, de uma forma agradável e accessível.
Acreditando que o funcionamento da mente e do corpo depende de como a vida é vivida, as atividades desenvolvidas no programa, têm o objetivo de proporcionar bem-estar, cultura, lazer e relacionamento interpessoal.
Contando hoje com mais de 500 alunos, o programa da Maturidade apresenta-se como uma experiência positiva e bem sucedida no papel da faculdade no novo mundo da Terceira Idade.


